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“Estaremos nós a cumprir as promessas de criação de trabalho? Estaremos nós a conseguir derrubar as barreiras colocadas ao desenvolvimento da indústria de viagens e turismo? Estaremos nós a respeitar o ambiente?” Segundo Jean-Claude Baumgarten, Presidente do WTTC (World Travel and Tourism Council), estas são as premissas essenciais que importam ser discutidas na Cimeira Mundial de Turismo que começa, oficialmente, Sexta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa.
Numa pequena recepção aos media, promovida pela organização da cimeira, com o intuito de dar a conhecer aos jornalistas o espaço e a forma como o evento irá decorrer, Baumgarten aproveitou para reforçar as linhas de acção fundamentais desta indústria: “Tudo o que se fizer tem de ser feito de uma forma sustentável”, alertou.
Revelando que a organização da cimeira teve o custo de um milhão de euros, Luís Patrão, Presidente do Instituto de Turismo de Portugal (ITP), sublinhou, por seu turno, a importância que este género de realizações tem para a promoção e conhecimento do país, chamando desde já a atenção para um outro grande acontecimento que brevemente terá lugar em Lisboa, a Cerimónia de Apresentação das Novas Sete Maravilhas do Mundo. “Apesar não estar representado com nenhuma candidata, Portugal conseguiu atrair a realização desta cerimónia, o que, curiosamente, providenciará mais tempo de antena para o país do que os locais onde essas novas maravilhas se localizam”, alertou Luís Patrão.
Porquê Lisboa?
Segundo declarações de responsáveis do WTTC, a escolha de Lisboa vem no seguimento do extraordinário sucesso que a Cimeira Mundial de Turismo obteve aquando da sua realização em Vilamoura, no ano de 2003, ficando, desde logo, a vontade de voltar a Portugal num futuro próximo. Foi a partir de então que este organismo decidiu que a organização da cimeira realizar-se-ia após a apreciação de dossiês de candidatura de todas as cidades interessadas em receber este evento. Para além da história e do peso que o turismo em Portugal representa, a candidatura de Lisboa para a cimeira de 2007 foi, segundo o WTTC, particularmente forte e conseguida, o que fez com que a escolha recaísse sobre a capital portuguesa. Aproveitando este facto, o WTTC aproveitou para apresentar, esta semana, a Conta Satélite de Turismo, uma ferramenta que permite aquilatar o impacto na economia da indústria turística numa determinada região, sendo Lisboa uma das primeiras cidades mundiais a usufruir desses cálculos.
Quanto ao formato da cimeira, haverá algumas novidades, relacionadas, essencialmente, com a abertura dos debates à própria comunicação social, que assim poderá ter uma parte activa na discussão dos temas que serão trazidos a Lisboa. Num auditório totalmente circular, com capacidade para 512 lugares, sentar-se-ão, lado a lado, os mais importantes agentes turísticos e económicos mundiais juntamente com os jornalistas e demais representantes dos órgãos de comunicação. Serão, assim, poucos os discursos proferidos, de forma a que se possa aproveitar ao máximo o tempo disponível para a discussão dos problemas e a formulação das linhas orientadoras para o futuro da indústria de viagens e turismo.
Curiosidades
A importância do turismo é cada vez maior e, ciente desse facto, as delegações dos vários países fazem-se representar ao mais alto nível. É o caso, por exemplo, da Namíbia, cujo próprio Primeiro-ministro foi quem fez questão de estar presente nesta cimeira. Curiosa é também a discussão que tem sido levantada nos Estados Unidos da América, uma vez que as apertadas normas de segurança estão a tornar o turismo naquele país menos apetecível do que era anteriormente aos atentados do 11 de Setembro. As medidas de segurança implantadas em muitos aeroportos internacionais fazem, aliás, com que se torne pertinente a questão: será que viajar continua a ser uma actividade aprazível? Estes são apenas alguns aspectos curiosos que estarão presentes em mais uma Cimeira Mundial de Turismo do WTTC.
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