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No dia em que a Cimeira Mundial de Turismo do WTTC (World Travel and Tourism Council) foi oficialmente inaugurada, no Centro de Congresso de Lisboa, o Primeiro-ministro José Sócrates marcou presença no evento com um discurso de optimismo e de congratulação pelo bom desempenho que a indústria do turismo obteve em 2006.
Agradecendo a vinda do WTTC a Lisboa, José Sócrates começou por referir que no ano transacto “o turismo no nosso país cresceu 7,2%, tendo Portugal recebido cerca de 22,5 milhões de visitantes”, valores aos quais se pode já somar o “crescimento de 8,5% no primeiro trimestre de 2007”.
Sem se deter, o Primeiro-ministro continuou a desfilar os números que sustentam a visível satisfação governamental, afirmando que “Lisboa, num universo de outras 27 grandes cidades europeias, foi a que mais cresceu ao nível da oferta e da ocupação hoteleira”, e que, mais uma vez, “o Algarve foi considerado o melhor destino de golfe da Europa e um dos melhores do mundo”.
Quanto à região norte do país, Sócrates fez questão de frisar que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, foi eleito o terceiro melhor aeroporto do mundo no seu segmento (menos de 5 milhões de passageiros), tendo sido aquele que mais cresceu em toda a Europa (cerca de 10%).
Estes são, portanto, os dados que sustentam, na sua opinião, “o clima de confiança e optimismo que se vive neste sector da economia nacional”, afirmado, no entanto, que Portugal “quer crescer ainda mais, mas com qualidade”. Para o efeito, aludiu no seu discurso as duas palavras-chave para o turismo no nosso país: “Qualidade e Ambição”.
Aproveitando a ocasião, o Chefe do Governo apontou duas importantes reformas que tem preparadas para o sector: em primeiro lugar a criação de um melhor ambiente para os negócios, premiando a iniciativa e apoiando todos aqueles que aceitem o desafio de arriscar. Em segundo, a redução dos custos administrativos na sociedade portuguesa, de forma a que diminua cada vez mais a burocracia colocada ao nascimento de novas empresas.
Neste aspecto particular, o da desburocratização, estão em discussão pública duas leis respeitantes aos aspectos de licenciamento: uma que permita reduzir e simplificar o licenciamento de projectos junto das câmaras municipais e que, simultaneamente, reduza e simplifique o ordenamento do território e do ambiente; e outra que garanta aos investidores que o Governo, num prazo máximo de 60 dias, proceda ao licenciamento dos projectos turísticos de alta qualidade e que reconheça serem de manifesto interesse nacional.
Em jeito de mensagem final, José Sócrates referiu a existência de “uma atenção redobrada por parte do Governo para a actividade turística, que fomente a economia e o emprego, tendo em conta, contudo, que não há turismo de futuro se os valores naturais e a cultura não forem preservados e incentivados”.
Foto: WTTC / Turismo de Portugal / 7.ª Cimeira Mundial de Turismo
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