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O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, procedeu hoje, Sábado, dia 12 de Maio, ao encerramento oficial da 7.ª Cimeira Mundial de Turismo do WTTC (World Travel Tourism Council) com um discurso que poderia muito bem ser o resumo dos mais importantes tópicos abordados nesta reunião.
Com efeito, o líder máximo do Estado Português, após a agradecer a presença do WTTC no nosso país, mostrou-se perfeitamente convencido que “nesta cimeira, existiu uma profunda reflexão sobre a actividade e o desenvolvimento do turismo a nível mundial”, bem como dos desafios aos quais importa dar resposta.
Começando a sua análise sublinhando a importância desta indústria que, segundo o próprio, “é a principal actividade mundial no sector dos bens transaccionáveis”, Cavaco Silva apontou alguns números referentes ao ano de 2006 neste sector: “o ano passado, o fluxo internacional de turistas atingiu os 842 milhões de pessoas, o que representa um crescimento de 4,2% em relação a 2005.”
Prosseguindo, afirmou que, “até 2020, o crescimento do turismo rondará os 4 a 5% ao ano”, tornando-se a China, nesta data, “o maior receptor mundial de turistas e o quarto maior emissor”. Contudo, já actualmente, “no conjunto dos 10 países que mais gastam em turismo e viagens, a China ocupa o 3.º lugar, enquanto a Rússia ocupa a 9.ª posição”, numa alusão clara do Presidente da República ao forte crescimento das novas economias mundiais, que perceberam desde cedo a importância que uma indústria tão pujante como a do turismo tem no desenvolvimento das suas nações.
A partir deste ponto, Cavaco Silva alertou para algumas questões – como, por exemplo, a cada vez maior diversidade de destinos, os baixos custos dos transportes e a exigência crescente por parte dos turistas –, as quais constituem, no seu todo, um desafio para os operadores turísticos que, fatalmente, terão de se tornar mais eficientes para conseguirem fidelizar os seus clientes num sector cada vez mais competitivo. “Mais do que viajar, as pessoas querem viver e registar experiências novas”, rematou.
Alinhando, curiosamente, pelo mesmo diapasão de Geoffrey J W Kent, Chairman do WTTC, o Presidente da República também é da opinião que “o turismo fomenta o relacionamento dos povos e é um instrumento gerador de paz”. Mas não só. Também “fomenta a restauração patrimonial, a criação de novas infra-estruturas, a preservação ambiental e o reforço da cultura e da identidade de cada país”.
Para terminar, Cavaco Silva referiu ainda que é necessário ter cuidados especiais “com os impactos gerados pela pressão de um tão forte crescimento turístico”, pelo que as sociedades actuais devem “exigir aos empresários e organizações do sector um particular sentido de responsabilidade”, no fomento e desenvolvimento de projectos que sejam economicamente proveitosos, mas também amigos do ambiente, equilibrados e justos.
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